"Um passo atrás, para dar dois à frente"
Completei exatos dois anos como mãe de dois! E se tem uma frase que me identifica enquanto mãe é essa atribuída ao Lenin "um passo atrás, para dar dois à frente"...
Às vezes, temos pressa de fazer nossos filhos pularem etapas, queremos que eles amadureçam, seja por pura vaidade, seja porque estamos cansadas demais de alguma rotina que no suga naquele momento. O problema é que essa pressa nem sempre respeita a autonomia dos nossos próprios filhos, e forçá-los a uma transição sem estarem de fato preparados acaba muitas vezes, sendo mais estressante e cansativo.
Lembro que no mesmo ano do nascimento da Joana, eu não conseguia compreender porque muitos amiguinhos do Arthur já estavam em processo de desfralde, e ele sequer dava sinais de um início. Eu ficava pensando que o problema era eu (que mãe nunca pega aquela culpa e carrega para si, não é mesmo?), pensava que eu não o estimulava o suficiente, que eu não conversava sobre o corpo dele o suficiente, como se consciência corporal e controle dos esfíncters fosse algo que pudesse ser ensinado. Eu tentava mentalmente me dizer "calma, cada criança tem seu ritmo..." mas logo em seguida um turbilhão de pensamentos, desde que eu o infantilizava demais, até que dali mais uns meses, eu teria mais um bebê, e seria maravilhoso que só tivesse que trocar fraldas de um...
Iniciei o processo, sem que ele desse sinais, saí em busca de um penico, ganhei um da minha prima, musical, da Fisher-price, pensei agora vai... e o menino tinha pânico de sentar lá...
Comprei cuecas, e o menino mijava a casa inteira, tentava não surtar pra não gerar nenhum trauma, mas os xixis pela casa me enlouqueciam, tentei forçar minha mãe a colocar ele só de cueca também, enfim... claro que não deu certo... já tinha até conversado na escola para que me ajudassem...
Desisti! Estava no final da gravidez, e aquilo estava sendo estressante para mim e para ele. Comecei a pesquisar sobre o assunto e cheguei a um dos melhores blogs de maternidade (na minha humilde opinião!!) que tinha um texto muito elucidativo sobre essa fase (quem quiser ler procura Cientista que virou mãe). Em resumo, ela diz o seguinte: "Gosto de pensar no desfralde como um processo que acontece em três dimensões: 1) Neurofisiológica 2) Comportamental 3) Psicossocial
Com a Joana esse ano, foi o desmame... tentei 1x, porque precisava fazer um campo de 5 dias, foi torturante, porque ela berrava noite e dia, e quando viajei a bomba explodiu na mão da minha mãe e do James... Depois, no mês que ela completaria 2 anos, eu tentei o desmame noturno... Essa pra mim, virou história da carochinha... eu não acredito em quem diz que desmamou só a noite... SÉRIO, é impossível!!
Às vezes, temos pressa de fazer nossos filhos pularem etapas, queremos que eles amadureçam, seja por pura vaidade, seja porque estamos cansadas demais de alguma rotina que no suga naquele momento. O problema é que essa pressa nem sempre respeita a autonomia dos nossos próprios filhos, e forçá-los a uma transição sem estarem de fato preparados acaba muitas vezes, sendo mais estressante e cansativo.
Lembro que no mesmo ano do nascimento da Joana, eu não conseguia compreender porque muitos amiguinhos do Arthur já estavam em processo de desfralde, e ele sequer dava sinais de um início. Eu ficava pensando que o problema era eu (que mãe nunca pega aquela culpa e carrega para si, não é mesmo?), pensava que eu não o estimulava o suficiente, que eu não conversava sobre o corpo dele o suficiente, como se consciência corporal e controle dos esfíncters fosse algo que pudesse ser ensinado. Eu tentava mentalmente me dizer "calma, cada criança tem seu ritmo..." mas logo em seguida um turbilhão de pensamentos, desde que eu o infantilizava demais, até que dali mais uns meses, eu teria mais um bebê, e seria maravilhoso que só tivesse que trocar fraldas de um...
Iniciei o processo, sem que ele desse sinais, saí em busca de um penico, ganhei um da minha prima, musical, da Fisher-price, pensei agora vai... e o menino tinha pânico de sentar lá...
Comprei cuecas, e o menino mijava a casa inteira, tentava não surtar pra não gerar nenhum trauma, mas os xixis pela casa me enlouqueciam, tentei forçar minha mãe a colocar ele só de cueca também, enfim... claro que não deu certo... já tinha até conversado na escola para que me ajudassem...
Desisti! Estava no final da gravidez, e aquilo estava sendo estressante para mim e para ele. Comecei a pesquisar sobre o assunto e cheguei a um dos melhores blogs de maternidade (na minha humilde opinião!!) que tinha um texto muito elucidativo sobre essa fase (quem quiser ler procura Cientista que virou mãe). Em resumo, ela diz o seguinte: "Gosto de pensar no desfralde como um processo que acontece em três dimensões: 1) Neurofisiológica 2) Comportamental 3) Psicossocial
Essas dimensões podem se desenvolver simultaneamente ou de maneira diferencial. Ao alcançar o adequado amadurecimento nessas três dimensões, a criança estará pronta para o desfralde."
Ao ler o texto dela, percebi que o Arthur ainda não estava preparado em nenhuma daquelas dimensões:
1) Com tantos escapes, era bastante óbvio que o Arthur ainda não tinha se desenvolvido o suficiente neurofisiologicamente para controlar os esfíncters.
2) Percebi que eu precisava ir mais com calma, e despretenciosamente, apresentar o vaso, o penico, mostrar por onde vem o xixi, o cocô, o pum, o que são, pra que servem... etc... brincar com ele, ler livros, cantar músicas... tornar a "hora do banheiro" como algo natural, e prazeiroso, ou seja, ele ainda não era maduro nem no âmbito comportamental.
3)Também ficou muito óbvio, que o Arthur, naquele momento, não "queria" entrar naquele processo, psicologicamente, ele ainda não estava preparado também.
Enfim, me conveci, e desisti do desfralde, não só isso, eu relaxei... acho que demorou mais de ano (ou seja, Arthur já tinha mais de 3 anos), até que ele mesmo começou a dar sinais de estar pronto, e foi muito rápido, em um mês mais ou menos ele estava completamente desfraldado (diurno e noturno)... sem escapes, sem acidentes, nada!
A tentativa de desmame noturno, só me serviu pra aprender a fazê-la dormir sem o peito... e prolongar um pouco mais a dormida dela... DE RESTO, muito choro e gritaria na madrugada... DESISTI mais uma vez, porque dessa vez, era estressante pra 4 pessoas, porque ninguém conseguia dormir direito com ela berrando nas madrugadas.
Até que esse mês, tomei coragem pra desmamar total, aproveitei que o pai viajaria, minha mãe viria ficar com a gente em casa, e combinei que ela ficaria com o Arthur em um quarto e eu com a Joana... a primeira noite, ela chorou, mas não foi de muita gritaria, o segundo dia, ela reclamou bastante na soneca da tarde, mas a noite já foi tranquila, no terceiro dia, nem pediu mais, e no quarto dia, já estávamos seguindo sem lembrar de peito, até que no quinto dia, Joana ficou doente, uma febre doida, do além, muito alta, que não cedia com os remédios, ela ficou malzona, que tivemos que ficar na unimed em observação, fez exames tudo normal, repetimos os exames, tudo normal, madrugada no hospital, ela tava virada no cão porque queria ir pra casa, dormir na cama dela... tentando arrancar o acesso do soro, eu acabei oferecendo o peito, FOI instantâneo, o choro parou, ela se acalmou, os olhos brilharam e um sorriso brotou no rosto e eu só pensava comigo mesma... (AGORA FODEU!!)
Ela mamou só essa vez... Saímos do Hospital, e desde então... ela grita e chora dia e noite pedindo peito, ou melhor, ela não pede, mas eu sei que é isso... acho que ela ficou magoada, porque eu disse que o leite tinha acabado e quando mamou tinha leite, sim... acabei quebrando a confiança dela...
Dessa vez, estou avaliando se realmente preciso dar esse passo atrás... porque minha mãe fica repetindo que a febre foi "saudade do peito", mas eu tenho outro campo em breve, e não queria soltar essa bomba de novo nas mãos da minha mãe e do pai dela...
Alguém aí, teve que dar um passo atrás, pra dar dois a frente, em algum processo da maternidade?
Beijos!

Tivemos duas tentativas frustradas de desfralde do José. Não respeitamos o tempo dele e foi estresse pra todo mundo. Aos 3 TB ele começou a dar sinais e foi mais tranquilo, o desfralde diurno ocorreu em 3 dias no máximo. Tivemos pouquíssimos escapes, mas sempre qd estava brincando e não queria parar para ir ao banheiro. Só falta tirar a fralda da noite ��
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