Relato de (não) Parto - Parte I
Então gente...
Apesar de querer muito, de ter sonhado várias vezes, de ter planejado, de ter inclusive mudado de casa pra poder ter meu parto domiciliar, meu parto natural... as coisas não seguiram no rumo que esperávamos.
Lembra que falei pra vocês que a Equipe do Naiá (que faz os partos domiciliares em Belém) acompanhava a gestante a partir da 37 semana? Então, acontece que quando finalmente completamos 37 semanas, a Danielle Leal, minha obstetra avisou que o Arthur estava pélvico ainda, e perguntou se isso seria um problema pra equipe, na minha inocência achava que não, ela disse então pra eu conversar com a Danielle Rêgo e com a Luzia e avisar sobre isso.
Vamos abrir um parênteses aqui pra explicar alguns conceitos:
Bebê pélvico é aquele que está com a cabeça pra cima e ou o bumbum, ou os pés virados pra baixo, pra saída.
O normal é o bebê ficar cefálico, ou seja, com a cabeça virada pra baixo e sair primeiro na hora do parto. O bebê pode virar a qualquer momento (inclusive na hora do parto), mas o mais comum é que conforme ele se desenvolva, a cabeça se torne mais pesada, e a gravidade acaba agindo virando o bebê, isso em média acontece lá pelas 30 semanas, então o esperado é que até as 34-35 semanas o bebê já esteja cefálico.
Quando isso não acontece, indica-se fazer uma Versão Cefálica Externa.Versão Cefálica Externa (ECV - no inglês) é quando o médico, ou uma enfermeira obstetra, ou um quiroprático, ou uma parteira tradicional experiente, faz movimentos na barriga para "forçar" o bebê a virar (vejam vídeo).
Como vocês podem notar não é um procedimento tão simples assim, (e gente, quem já está grávida vai me apoiar, quando a minha obstetra apertava a minha barriga, já sentia uma dor fudida, porque eu sentia o bebê pressionando todos os meus órgãos por dentro, imaginem fazer uma versão cefálica externa...) quando feita no hospital, a mulher fica sedada. Quando feita por um quiroprático ou parteira tradicional não sei como funciona, mas aqui em Belém e interiores, chamam isso de "puxar a barriga". Por ser um procedimento delicado, a indicação é fazer com um profissional experiente.
No meu caso, a Dani Leal, nunca tinha feito esse procedimento, e eu não conhecia nenhuma parteira que pudesse fazer, então a VCE, foi descartada como opção.
Quando completei as 37 semanas, e marquei com o grupo Naiá, expliquei que o Arthur estava pélvico, e aí recebi a triste notícia de que em Belém, não se faz parto pélvico domiciliar, porque ele agrega um risco maior para o bebê e a parturiente, e o parto domiciliar só acontece em casos sem riscos aparentes.
Gente... imaginem como eu fiquei devastada... o PDP sempre foi meu plano A, sempre sempre, tinha acabado de me mudar para um apartamento maior, pra ter um quarto extra só pra ter espaço onde por a piscina, a banqueta, e todas as coisas. Foi difícil digerir... até agora escrevendo, dá vontade de chorar...
Então tive que sentar com minha Doula e rever os planos...
Mas esse será um capítulo para a próxima semana. Inclusive as referências deixo pro próximo post.
Beijos em tod@s!
Apesar de querer muito, de ter sonhado várias vezes, de ter planejado, de ter inclusive mudado de casa pra poder ter meu parto domiciliar, meu parto natural... as coisas não seguiram no rumo que esperávamos.
Lembra que falei pra vocês que a Equipe do Naiá (que faz os partos domiciliares em Belém) acompanhava a gestante a partir da 37 semana? Então, acontece que quando finalmente completamos 37 semanas, a Danielle Leal, minha obstetra avisou que o Arthur estava pélvico ainda, e perguntou se isso seria um problema pra equipe, na minha inocência achava que não, ela disse então pra eu conversar com a Danielle Rêgo e com a Luzia e avisar sobre isso.
Vamos abrir um parênteses aqui pra explicar alguns conceitos:
Bebê pélvico é aquele que está com a cabeça pra cima e ou o bumbum, ou os pés virados pra baixo, pra saída.
http://www.ontarioprenataleducation.ca/wp-content/uploads/2016/01/Breech.jpg
O normal é o bebê ficar cefálico, ou seja, com a cabeça virada pra baixo e sair primeiro na hora do parto. O bebê pode virar a qualquer momento (inclusive na hora do parto), mas o mais comum é que conforme ele se desenvolva, a cabeça se torne mais pesada, e a gravidade acaba agindo virando o bebê, isso em média acontece lá pelas 30 semanas, então o esperado é que até as 34-35 semanas o bebê já esteja cefálico.
Quando isso não acontece, indica-se fazer uma Versão Cefálica Externa.Versão Cefálica Externa (ECV - no inglês) é quando o médico, ou uma enfermeira obstetra, ou um quiroprático, ou uma parteira tradicional experiente, faz movimentos na barriga para "forçar" o bebê a virar (vejam vídeo).
Como vocês podem notar não é um procedimento tão simples assim, (e gente, quem já está grávida vai me apoiar, quando a minha obstetra apertava a minha barriga, já sentia uma dor fudida, porque eu sentia o bebê pressionando todos os meus órgãos por dentro, imaginem fazer uma versão cefálica externa...) quando feita no hospital, a mulher fica sedada. Quando feita por um quiroprático ou parteira tradicional não sei como funciona, mas aqui em Belém e interiores, chamam isso de "puxar a barriga". Por ser um procedimento delicado, a indicação é fazer com um profissional experiente.
No meu caso, a Dani Leal, nunca tinha feito esse procedimento, e eu não conhecia nenhuma parteira que pudesse fazer, então a VCE, foi descartada como opção.
Quando completei as 37 semanas, e marquei com o grupo Naiá, expliquei que o Arthur estava pélvico, e aí recebi a triste notícia de que em Belém, não se faz parto pélvico domiciliar, porque ele agrega um risco maior para o bebê e a parturiente, e o parto domiciliar só acontece em casos sem riscos aparentes.
Gente... imaginem como eu fiquei devastada... o PDP sempre foi meu plano A, sempre sempre, tinha acabado de me mudar para um apartamento maior, pra ter um quarto extra só pra ter espaço onde por a piscina, a banqueta, e todas as coisas. Foi difícil digerir... até agora escrevendo, dá vontade de chorar...
Então tive que sentar com minha Doula e rever os planos...
Mas esse será um capítulo para a próxima semana. Inclusive as referências deixo pro próximo post.
Beijos em tod@s!

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